sábado, 16 de junho de 2012



Caminhamos por tantas estradas.
Quanto pó deixamos!
Quantos erros cometemos, e não queremos
entender o que é tão claro.
Nada mais nos faz tão confusos que nós mesmos.
Enrolados em fios que tecemos em noites escuras.

Mexo no rio.
Balanço o lenço,
deixo o vento.

E o que mais podemos fazer?

Quando a derrota é certa
é nobre aceitar o destino?

Um dia aprendemos
que o mais fraco na verdade
é o mais luminoso.

E o que vimos antes
eram apenas tímidas sombras.

Talvez as pessoas acreditem,
talvez não.
Talvez seja amado,
talvez odiado
Ao final o que é isto tudo?

Nem muros, nem castelos, nem altas torres.


Sam Bodhanam